Senti, pensei, escrevi

 

Sonhei, tive pesadelos, acordei.

Comi, sorri, admirei.

Esperei sentada.

Li, acalmei e esperei.

Desesperei, aborreci-me.

Chateei-me, transpirei, enervei-me.

Continuei à espera sentada.

Atendi, refilei, ouvi e desliguei.

Irritei-me, gritei, chorei.

Saí, caminhei, li e ‘sudokei’.

Comi um muffin. Enjoei!

Sentei-me, acalmei, sorri.

Pensei em ti. Sorri.

Acalmei, respirei fundo e contínuo a sorrir.

 

P.S. – Precisei daquele muffin, mas valeu-me uma boa dor de barriga.

Porque gosto e me fazem companhia!

 

Porque gosto, porque me fazem companhia e porque gosto de partilhar com vocês.

Coldplay – Viva la Vida

Lenine – Hoje eu quero sair só

Bye bye! See you!

As You Like It

Ser aluna do técnico tem as suas desvantagens. Uma delas é o ritmo alucinante a que estamos habituados a trabalhar. Poder ser bom, e muitos dirão que ‘isso não é nada’. Não é bem o meu caso, neste momento. A minha ‘patroa’ foi para Itália esta semana, e deixou-me algumas tarefas para realizar ao longo da semana. Bom, digamos que desde quinta-feira que não faço nada, porque já está tudo feito. Ah! E é bom referir que segunda foi feriado… Bom, aliado a isto está o facto de estar cá sozinha e de já estar farta de fazer o mesmo nos tempos livres. Misturando muito bem dá uma boa dose de aborrecimento!

Precisava de qualquer coisa fora do vulgar. Ao investigar pela internet lembrei-me do Shakespeare Globe. O que se passa lá? Peças de teatro. Pois é, hoje fui até ao Globe Theatre ver uma peça de Shakespeare: As you like it. Gostei mesmo muito! Mesmo muito! Muito bem representada, num ambiente fantástico. É difícil descrever.

A melhor parte: o preço. Por £5 fui ao teatro!

A pior parte: o bilhete era para o Yard, ou seja, em pé! Duas horinhas em pé! Mas ao menos via bem.



Quando cá vierem, aconselho-vos a ver uma peça. Olha que não constava dos meus planos. Mas valeu a pena!

Bye Bye! See you!

O guarda-chuva



Nesta terra onde me encontro, chuva é o que não falta, apesar de os nativos afirmarem que isto não é nada. E eu acredito. Ontem esteve um daqueles dias de Inverno Português. Tanta chuvinha, vento e algum fria. Quando saí de casa pela manhã e abri o meu guarda-chuva, pus-me a pensar quem o teria inventado. Tenho-vos a dizer que foi um grande idiota! Então, hoje, andei a investigar a origem deste objecto tão útil e indispensável em terras britânicas. Fiquei surpreendida com o que encontrei e por isso transcrevo para aqui. Penso que será da curiosidade de todos.

A história das coisas - Para os beijos e para a chuva

Quando o guarda-chuva chegou à Península Ibérica, no século XVIII, tinha atrás de si uma história de 3000 anos. Os chineses, seus inventores, tinham-no utilizado como objecto de ritual da corte e a um fim semelhante àquele a que o haviam destinado os egípcios. Entre estes, o portador do guarda-chuva gozava de grande influência junto do faraó. Na Grécia clássica, só as mulheres podiam utilizar esse objecto. Na Europa medieval, foi completamente ignorado, tendo sido os espanhóis os primeiros a ver guarda-chuvas, em finais daquele período, se bem que, não na Europa, mas, sim, no México. Aí, os nobres aztecas passeavam-se com os guarda-chuvas pela cidade de Tenochtitlan, perante os olhos assombrados de Hernán Cortês. Mais tarde, os ingleses puderam também constatar o uso do guarda-chuva nas colónias americanas do Norte. Os índios, por exemplo, costumavam agredir-se uns aos outros com eles quando, após uma cerimónia, surgia alguma divergência ou contratempo entre os seus chefes. A Inglaterra foi o primeiro país europeu a utilizar o guarda-chuva correctamente: para se proteger da chuva. Esse uso só se generalizou no século XVIII. Para a aceitação do guarda-chuva, houve uma importante e excêntrica personagem da pequena nobreza que teve um papel importante. Foi Jonas Hongway, verdadeiro apóstolo do guarda-chuva. O homem conhecera esse objecto na Rússia. Passou a apreciar de tal modo o seu uso que nunca mais o largou. (...) O guarda-chuva teve, no entanto, uma aceitação reduzida, a princípio, em virtude de as rígidas varetas de cana de que era dotado obrigarem a que tivesse de se manter sempre aberto. Quando Jean Maris inventou o guarda-chuva dobrável, em 1805, as coisas melhoraram. No entanto, em França, esse objecto continuou a ser um mero sinal exterior de prestígio e ninguém pensava em proteger-se da chuva com ele. Limitou-se a ocupar o lugar anteriormente reservado à bengala e, antes desta, à espada, já que o abandono desses dois objectos coincidiu no tempo. Os oficiais ingleses tornaram-se, no entanto, uns grande apreciadores do guarda-chuva, em 1818. Em Espanha, mereceu um bom acolhimento, porque chegava com uma auréola que lhe dava o cunho de objecto de desejo dos cavalheiros elegantes, que com ele se passeavam na corte. (...)


Nunca me tinha ocorrido nada disto, ainda para mais pensava que era uma invenção mais recente e não tão antiga! Por isso, vale sempre a pena procurar as raízes das questões!

Bye bye! See you!

Malas

Olá!!!

Antes de mais, desde já agradeço a colaboração de todos na detecção dos erros! Sabem que isto às vezes é 'feito à pressão' e depois nem dou conta dos erros.

Bom, hoje vou falar de uma coisa um pouco diferente. Todos sabem que as mulheres gostam de usar malas compridas, com montes de coisas lá dentro. E os homens que não comecem a abanar a cabeça porque sabem bem o jeito que lhes dá quando precisam 'guardar' a carteira! É não é? O que vale é que nós, mulheres, já estamos habituadas. Bom, voltando ao assunto. Malas grandes não é? Pois é, só que quando se viaja pensa-se 'ah, eu não vou precisar duma mala tão grande'. Ah pois não!!! lol

É aqui que acontecem milagres. Eu trouxe uma mala pequena, mas vou-vos contar o que consigo por lá dentro todos os dias:
- Guarda-chuva
- 1 pacote de lenços
- Batom do cieiro
- Carteira (é pequenina)
- Chave de casa (é só uma sim!)
- Máquina fotográfica
- Blocos de notas
- 1 caneta
- 1 sandes
- 1 pacote de bolachinhas
- batom e rímel
- Garrafa de água
- Ipod (tenho de vos falar sobre ele um dia destes)
- Mapa da cidade
- Mapa do metro
- e algum lixo.

Agora imaginem isto tudo dentro de uma carteira. Digamos que fica a abarrotar. Mas, não sendo para me gabar, é preciso ter jeitinho para por tudo isto dentro da mala! Uma coisa podem ter a certeza, está sempre arrumadinha :D

Gostaram? Eu cá gostei, especialmente porque vinha no caminho até ao emprego, a pensar nisto! Por falar nisso, hoje estou a trabalhar no restaurante. Já estive a rever as receitas com o Chef, porque vou refazer o 'caderninho' das receitas deles. Sabem quanto tempo demoro de casa até aqui? Uma horinha. Isto para nós Tugas é muito, mas na prespectiva Londrina se demorar até uma hora, moras perto do local de trabalho! LOOL bom, não é que não demoremos o mesmo tempo até Lisboa, não é!


Deixo-vos dois mapas com a indicação de onde moro (Forest Hill) e a de onde estou hoje (o restaurante está representado em dois locais diferentes e hoje estou em Shepherds Bush, o outro local é Covent Garden).