O guarda-chuva



Nesta terra onde me encontro, chuva é o que não falta, apesar de os nativos afirmarem que isto não é nada. E eu acredito. Ontem esteve um daqueles dias de Inverno Português. Tanta chuvinha, vento e algum fria. Quando saí de casa pela manhã e abri o meu guarda-chuva, pus-me a pensar quem o teria inventado. Tenho-vos a dizer que foi um grande idiota! Então, hoje, andei a investigar a origem deste objecto tão útil e indispensável em terras britânicas. Fiquei surpreendida com o que encontrei e por isso transcrevo para aqui. Penso que será da curiosidade de todos.

A história das coisas - Para os beijos e para a chuva

Quando o guarda-chuva chegou à Península Ibérica, no século XVIII, tinha atrás de si uma história de 3000 anos. Os chineses, seus inventores, tinham-no utilizado como objecto de ritual da corte e a um fim semelhante àquele a que o haviam destinado os egípcios. Entre estes, o portador do guarda-chuva gozava de grande influência junto do faraó. Na Grécia clássica, só as mulheres podiam utilizar esse objecto. Na Europa medieval, foi completamente ignorado, tendo sido os espanhóis os primeiros a ver guarda-chuvas, em finais daquele período, se bem que, não na Europa, mas, sim, no México. Aí, os nobres aztecas passeavam-se com os guarda-chuvas pela cidade de Tenochtitlan, perante os olhos assombrados de Hernán Cortês. Mais tarde, os ingleses puderam também constatar o uso do guarda-chuva nas colónias americanas do Norte. Os índios, por exemplo, costumavam agredir-se uns aos outros com eles quando, após uma cerimónia, surgia alguma divergência ou contratempo entre os seus chefes. A Inglaterra foi o primeiro país europeu a utilizar o guarda-chuva correctamente: para se proteger da chuva. Esse uso só se generalizou no século XVIII. Para a aceitação do guarda-chuva, houve uma importante e excêntrica personagem da pequena nobreza que teve um papel importante. Foi Jonas Hongway, verdadeiro apóstolo do guarda-chuva. O homem conhecera esse objecto na Rússia. Passou a apreciar de tal modo o seu uso que nunca mais o largou. (...) O guarda-chuva teve, no entanto, uma aceitação reduzida, a princípio, em virtude de as rígidas varetas de cana de que era dotado obrigarem a que tivesse de se manter sempre aberto. Quando Jean Maris inventou o guarda-chuva dobrável, em 1805, as coisas melhoraram. No entanto, em França, esse objecto continuou a ser um mero sinal exterior de prestígio e ninguém pensava em proteger-se da chuva com ele. Limitou-se a ocupar o lugar anteriormente reservado à bengala e, antes desta, à espada, já que o abandono desses dois objectos coincidiu no tempo. Os oficiais ingleses tornaram-se, no entanto, uns grande apreciadores do guarda-chuva, em 1818. Em Espanha, mereceu um bom acolhimento, porque chegava com uma auréola que lhe dava o cunho de objecto de desejo dos cavalheiros elegantes, que com ele se passeavam na corte. (...)


Nunca me tinha ocorrido nada disto, ainda para mais pensava que era uma invenção mais recente e não tão antiga! Por isso, vale sempre a pena procurar as raízes das questões!

Bye bye! See you!

1 comentário:

SoulHeaven disse...

Fiquei a pensar que nome davam aos guarda-chuvas, quando não eram para guardar da chuva! e o que é que quer dizer 'umbrella'? hmm... :P

Beijinhos! Interesting post!